quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Afinal, o que é que podemos falar?


Antes, vamos entender o que significa o
Politicamente Correto – Tema este do meu “post”

Politicamente correto (ou PC) nada mais é do que uma política que cria uma série de reformas ortográficas com o objetivo de criar uma linguagem mais neutra  para não ferir as pessoas que têm o ego sensível. Seguindo o dogma do PC - Quer dizer, abolição do nosso vocabulário de todas as palavras que trazem embutidos preconceito, brincadeiras maldosas, e palavras de duplo sentindo.
Ou seja, quase tudo.

Não se pode mais cantar “Atirei o pau no gato” já que irá despertar a vontade de atirar pau em tudo quanto é animal. Se você sair cantando que o cravo brigou com a rosa, ensinará que é aceitável o homem (cravo) espancar a mulher (rosa). Se cantar por aí “eu sou pobre, pobre,pobre de marre-marré-marré/eu sou rico,rico,rico de marre-de-si” CUIDADO para não despertar na garotada a desigualdade social entre os homens, viu?!

Quer dizer que terei que chamar o branco azedo de cidadão caucasiano desprovido de pigmentação? E o careca? Não posso mais chamá-lo de tobogã de piolho? E a orca, baleia, bujão? Ops! esqueci, o certo é: O cidadão fora do peso ideal. A Olívia palito ou palito de dente ambulante, ou devo dizer cidadã/cidadão de fisionomia enxuta? E o sujeito cheio de pelanca, o cliente seguro do funeral, o popular “ta mais pra lá do que pra cá”, “velho cacetico”... Tem que ser o provido da melhor idade?!

Além de criar uma série de palavras complicadas e textos enormes (já que, trocam-se palavras simples e curtas por termos longos e obscuros) escondendo seus reais sentidos, oferecerem indenizações milionárias para pessoas que se sentirem ofendidas.

Se a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferentes classes sociais, agora é pela eliminação das classes pessoais. Por mais bem intencionado que tenha sido essa babaquice, é inócuo.
O PC defende a ideia “de que seu direito termina onde começa o do outro” Ou seja, se o próximo se sentir ofendido, não podemos falar. Ok, até ai o argumento torna se inatacável.
Mas me pergunto:
 - Quem irá decidir o que é certo ou errado? E a tal da liberdade de expressão? Como saber o que ofende ou não? Se o direito termina onde começa o do outro, pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa?





OBS¹: Desculpe –me pelas expressões e palavras pejorativas, não é do meu costume usá-las, mas preferi assim para que, ainda que não seja do meu costume fique claro que não estão isentas a sair da minha boca,afinal não adotei e nem adotarei o correção política. Pra mim tanta correção, educação, essas desinências concluídas em ‘’ação’’ não passam de hipocrisia.
OBS²: Quem souber a resposta das minhas perguntas ou até discordar, estão aceitos comentários.
Post de Tatiana S'

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Preconceito religioso, enfim...

Voltando. Com uma pressão básica da senhorita Tatiana Susukki e mais umas olhadas para as teias de aranha que estavam se formando no blog, resolvi postar novamente. Agradecido pelos comentários, que aliás, me motivaram bastante e fizeram com que eu ficasse com o ego inflado.

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Deus, Alá, Jesus Cristo, Maomé, Buda, Espíritos da Natureza e até mesmo Thor, por que não?

Religião não se discute!
Mas preconceito sim!

A alguns dias atrás o topo dos TT's no Twitter ("Trending Topics" ou na versão traduzida "Tópicos do Momento") era ocupado pela hashtag #fanatismoevangélico. Por motivos claros e óbvios, todo mundo já deve ter visto em uma dessas esquinas da vida uma bicicleta com uma caixa amplificadora, com um senhor ao microfone falando de Deus e Jesus Cristo... sozinho.
Alguns Tweets:

@nairbello - Já temos  e  nos TTs. No aguardo de   e 

@Ihmalaquias -  é acreditar em um Deus poderoso e fazer dele uma senhora fofoqueira do bairro preocupada com a vida sexual alheia.


@tvenuto -  é uma resposta, de todos que estão cansados de serem julgados por aqueles que deveriam NÃO julgar. A guerra começou!


@AndrePacheco - Se ateu morre é deus que puniu; se é crente é deus que chamou. Não tem nada a ver com a morte chegar pra todo mundo 

@willcjc - Confundir processos colonizadores com evangelização/missão. Demonizar tudo e a todos que lhe são diferentes. 


@Marcus_Lemos -  nos TT? Vcs estão falando que eu sou fanático, seus demônios?! Vão todos queimar no inferno por isso!


@umtapinha - Acorda crente! Deus não quer seu dinheiro, mas sim sua caridade! Vamos viver menos em religião e mais em Deus! 


@NnCarl - "Lamento, mas você vai pagar suas penitências no quinto dos infernos"-"Sério amigo?Obrigado por avisar,te encontro lá!" 


Ok. Falar somente dos supostos evangélicos seria injustiça. Todo mundo também já deve ter visto alguma notícia por aí de cristãos que tiveram seus corpos queimados vivos por seguidores do Islamismo. Lá no Egito cristãos são classificados como "Coptas". 
Ah, Coptas, Dalits (quem não sabe o que é um Dalit, favor se enforcar), isso é lá fora. Aqui no Brasil, os alvos de sofrimento são os ateus.

"Cruzes, você é ateu? Tá repreendido em nome de Jesus."
'_'

Ou alguém que segue uma seita diferente, tendo em vista a Liberdade de Religião.

"Você é um seguidor de Satã, por favor, não fale comigo." 
(seis)

Pra quem não sabe, a Biblia do diabo já existe, e a nona declaração satânica diz o seguinte:
"Satanás tem sido o melhor amigo que a Igreja já teve, visto que ele a tem mantido ativa durante todos esse anos."

Algumas igrejas, congregações, enfim, nos seus cultos, falam mais do diabo do que de Deus ou Jesus Cristo, convenhamos. E ainda prometem exorcizar você. Fazem você passar fome. Fazem você dar a eles 10% do seu suado salário. Imagine isso para quem ganha um salário mínimo.


Falar que a religião hoje em dia se tornou inimiga da democracia, querendo impor os seus ditos valores, já é papo óbvio. A falta de respeito com as pessoas que não seguem seus "principios" é tanta, que, uma coisa que deveria ser fonte de paz e harmonia (a religião), é mais comentada atualmente como fonte de guerras, conflitos e autoflagelação (um aperto de mão a você que gosta de jejuar).

É difícil acreditar que o seu Deus (deus), sendo tão bom, queira que você passe fome.

É difícil acreditar que o seu Deus (deus), sendo tão bom, queira que você entregue parte da grana que irá manter a sua família.

É difícil acreditar que o seu Deus (deus), sendo tão bom, te mande para o inferno pela eternidade (repetindo: eternidade) por causa de 90 anos de erros que você comete aqui na Terra.

É difícil acreditar que o seu Deus (deus), sendo tão bom, considere um dos seres a que ELE mesmo deu origem, algo sinônimo de poeira e que não terá lugar ao seu lado.

É difícil acreditar que o seu Deus (deus), sendo tão bom, queira que você se afaste daquele seu amigo que você gosta tanto, porque ele não pertence a sua religião.


Lembrando: A crítica não é a religião ou seita que você escolheu seguir, e sim, ao preconceito cego que é mais do que provado pelo cotidiano que vivemos. Afinal de contas, se existem os Coptas e Dalits, aqui além de ateus, também há as pessoas "do mundo". 


Para você, religioso, com minha extrema humildade:
"Acredite. E me respeite."














domingo, 17 de abril de 2011

Assuntos mastigados x presunções do que não se sabe.


É senhor Carlos Augusto, somos tão críticos e a qualquer instante poderemos ser os alvos. (OPS, já estamos sendo, RS). De fato somos corajosos, mas que fique claro: estou nessa apenas por estarmos juntos nessa. [/pakspakpskapskp !

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Diante de tantos assuntos em jogo, decidi falar de todos, ao mesmo tempo em que criticarei um comum e popular comentário que abrange de um todo esse assuntos.

No post anterior, meu amigo Carlos descreveu perfeitamente a decadência da cultura musical brasileira. Recebemos vários comentários, (inclusive, obrigada a todos.) desde elogios a críticas construtivas e outras sem fundamentos (pelo menos para mim).
Diante dos comentários, houve uma em particular que me levou a dar uma enorme importância a fazê-lo do meu primeiro post.

O comentário dizia-se assim: ‘’ Texto ficou legal, poderia ficar um pouco mais organizado e outra, já é assim um assunto muito mastigado, muita gente já fala sobre isso. Na minha opnião poderia mudar mais um pouco o assunto, inovar. Abraços! ‘’

Em todos os meios de comunicações (independente de qual, ou quantos temos acesso), anualmente, mensalmente e diariamente, são abordados assuntos repetitivos e que muito das vezes os desprezamos.
São esses: ‘’Se dirigir, não beba’’;
‘’Use camisinha’’;
‘’Diga não as drogas’’;
‘’Atravesse e respeitem a faixa de pedestre’’ e entre outros.
Assuntos chatos e repetitivos? Bem...
Sabiam que, ainda assim, 40.000 pessoas perdem suas vidas anualmente em acidentes causados por alcoolismo? (Acredita-se que os números são maiores já que as estatísticas são falhas).
Sabiam que, nesse exato momento, a centenas de pessoas tendo relações sexuais com o descuido de não estarem usando a camisinha? Podendo aumentar o número de pessoas com DST (doenças sexualmente transmissíveis). (não consegui obter a estatística confiáveis deste caso).
Sabiam que 17,2% fumam e 52,1% pensam em parar, mas, ao invés disso, dizem sim a todo instante?
Sabiam que 27% são o total de acidentes fatais por não ser respeitada a velocidade máxima e a faixa de pedestre?(Dados do ano de 2009).
Infelizmente, assuntos mastigados em séries, não trazem repercussões; e o post anterior do Carlos não mudará o triste fim do regresso musical.Sabem por quê? Porque o que ele escreveu não foi besteira, se talvez fosse, haveria repercussões, afinal, não é assim que funciona esta geração,movida por ‘’razões’’ sem fundamentos?

Obrigada aos comentários (TODOS), desde os elogios até as críticas.

OBS: Que fique bem explícito... Que em momento algum julguei a opinião dada no comentário por nosso leitor (a),não julguei e nem critiquei, quis enfatizar apenas, a motivação da minha ânsia em falar deste assunto no post, enfim, tornou-se destaque para mostrar o que me levou a tal ânsia.

OBS²: Carlinhos me obrigou a dar meus agradecimentos, devido sua enorme assistência e paciência que ele teve comigo. [/KAPSKAPSKPAKSA !

Beijos e beijiinhos !
B)



segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Que geração é essa?"

Primeiro post do blog. Quando a senhorita Tatiana Susukki me sugeriu criar um blog, considerei a idéia, desde que ela aceitasse ser minha parceira nessa aventura de "meter as caras". Logo eu, que gosto tanto de criticar as pessoas, estou me submetendo a isso, que nem sei se vai ser tão digno a ponto de ser alvo de críticas, mesmo negativas.
Pensei muito no primeiro post, o que seria, do que falaria, se iam gostar, mas enfim... Vamos ao que interessa mesmo.
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Você percebe que o mundo tá acabando quando você para pra analisar certos acontecimentos e certos fenômenos que vem surgindo, uns que chocam, outros odeiam, e umas mídias anti-culturais que cada vez mais pessoas se interessam. Tiririca deputado federal, Hebe Camargo pegando todo mundo, igreja pagando apresentador de TV pra imitar a Lady Gaga, enfim... essas e outras coisas que alguns anos atrás seria considerado absurdo, mas como o mundo tá se acabando mesmo, temos estas proezas. Uma coisa extremamente fácil de se analisar, debater e perceber a radical mudança, está dentro do nosso cenário da música nacional. 
Eu sou daquela época em que meu pai dizia que estudar dava futuro, que só assim eu ia ser alguém na vida e bla bla bla, (aquele papo enfadonho inquestionável de sempre), mas do jeito que a coisa anda, vamos dizer aos nossos filhos que estudar não dá futuro, basta saber falar três palavras, pegar um fundo musical, e criar um funk. PRONTO! VOCÊ SERÁ UMA PESSOA DE SUCESSO E PODRE DE RICA!
É... Triste realidade. Eu queria muito acreditar que eu que sou chato mesmo, que fica renegando tudo que é novo e tudo o mais. Só que aí eu paro pra observar e vejo que não sou chato, é tudo que tá uma porcaria mesmo. 
Sou fã de frases inteligentes, e uma vez navegando no Twitter me deparo com essa: "Eu vejo nossa geração de adolescentes hoje em dia e percebo: DARWIN errou". Esqueci o autor, se alguém lembrar, avisa que eu coloco o nome dele, quero que ele saiba também que já tem meu começo de admiração. É isso mesmo, estamos regredindo, basta ver isso:
Essa é o trecho de uma música de uma banda de forró contemporânea chamada "Aviões do Forró" que faz um sucesso espantoso... E trágico.

"Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô"

Agora vejamos um trecho da música "Índios" de "Legião Urbana" que mais parece ser de outra dimensão, de outro tempo, de um passado extremamente distante:

"Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!"
Uma diferença notável e explícita, que revela o rumo da inexpressão que a nossa música vem levando. Percebam que nossos jovens estão alimentando cada vez mais essa cultura vazia, que nada diz, não passa mensagem alguma...
Minha modestíssima (e não importante) opinião se resume a um pedido, desculpem se ofendi:
"Para você que gosta desse tipo de música, olhe dentro da sua mente e veja o tipo de pessoa medíocre que você é. Agora trate de mudar."