domingo, 17 de abril de 2011

Assuntos mastigados x presunções do que não se sabe.


É senhor Carlos Augusto, somos tão críticos e a qualquer instante poderemos ser os alvos. (OPS, já estamos sendo, RS). De fato somos corajosos, mas que fique claro: estou nessa apenas por estarmos juntos nessa. [/pakspakpskapskp !

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Diante de tantos assuntos em jogo, decidi falar de todos, ao mesmo tempo em que criticarei um comum e popular comentário que abrange de um todo esse assuntos.

No post anterior, meu amigo Carlos descreveu perfeitamente a decadência da cultura musical brasileira. Recebemos vários comentários, (inclusive, obrigada a todos.) desde elogios a críticas construtivas e outras sem fundamentos (pelo menos para mim).
Diante dos comentários, houve uma em particular que me levou a dar uma enorme importância a fazê-lo do meu primeiro post.

O comentário dizia-se assim: ‘’ Texto ficou legal, poderia ficar um pouco mais organizado e outra, já é assim um assunto muito mastigado, muita gente já fala sobre isso. Na minha opnião poderia mudar mais um pouco o assunto, inovar. Abraços! ‘’

Em todos os meios de comunicações (independente de qual, ou quantos temos acesso), anualmente, mensalmente e diariamente, são abordados assuntos repetitivos e que muito das vezes os desprezamos.
São esses: ‘’Se dirigir, não beba’’;
‘’Use camisinha’’;
‘’Diga não as drogas’’;
‘’Atravesse e respeitem a faixa de pedestre’’ e entre outros.
Assuntos chatos e repetitivos? Bem...
Sabiam que, ainda assim, 40.000 pessoas perdem suas vidas anualmente em acidentes causados por alcoolismo? (Acredita-se que os números são maiores já que as estatísticas são falhas).
Sabiam que, nesse exato momento, a centenas de pessoas tendo relações sexuais com o descuido de não estarem usando a camisinha? Podendo aumentar o número de pessoas com DST (doenças sexualmente transmissíveis). (não consegui obter a estatística confiáveis deste caso).
Sabiam que 17,2% fumam e 52,1% pensam em parar, mas, ao invés disso, dizem sim a todo instante?
Sabiam que 27% são o total de acidentes fatais por não ser respeitada a velocidade máxima e a faixa de pedestre?(Dados do ano de 2009).
Infelizmente, assuntos mastigados em séries, não trazem repercussões; e o post anterior do Carlos não mudará o triste fim do regresso musical.Sabem por quê? Porque o que ele escreveu não foi besteira, se talvez fosse, haveria repercussões, afinal, não é assim que funciona esta geração,movida por ‘’razões’’ sem fundamentos?

Obrigada aos comentários (TODOS), desde os elogios até as críticas.

OBS: Que fique bem explícito... Que em momento algum julguei a opinião dada no comentário por nosso leitor (a),não julguei e nem critiquei, quis enfatizar apenas, a motivação da minha ânsia em falar deste assunto no post, enfim, tornou-se destaque para mostrar o que me levou a tal ânsia.

OBS²: Carlinhos me obrigou a dar meus agradecimentos, devido sua enorme assistência e paciência que ele teve comigo. [/KAPSKAPSKPAKSA !

Beijos e beijiinhos !
B)



segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Que geração é essa?"

Primeiro post do blog. Quando a senhorita Tatiana Susukki me sugeriu criar um blog, considerei a idéia, desde que ela aceitasse ser minha parceira nessa aventura de "meter as caras". Logo eu, que gosto tanto de criticar as pessoas, estou me submetendo a isso, que nem sei se vai ser tão digno a ponto de ser alvo de críticas, mesmo negativas.
Pensei muito no primeiro post, o que seria, do que falaria, se iam gostar, mas enfim... Vamos ao que interessa mesmo.
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Você percebe que o mundo tá acabando quando você para pra analisar certos acontecimentos e certos fenômenos que vem surgindo, uns que chocam, outros odeiam, e umas mídias anti-culturais que cada vez mais pessoas se interessam. Tiririca deputado federal, Hebe Camargo pegando todo mundo, igreja pagando apresentador de TV pra imitar a Lady Gaga, enfim... essas e outras coisas que alguns anos atrás seria considerado absurdo, mas como o mundo tá se acabando mesmo, temos estas proezas. Uma coisa extremamente fácil de se analisar, debater e perceber a radical mudança, está dentro do nosso cenário da música nacional. 
Eu sou daquela época em que meu pai dizia que estudar dava futuro, que só assim eu ia ser alguém na vida e bla bla bla, (aquele papo enfadonho inquestionável de sempre), mas do jeito que a coisa anda, vamos dizer aos nossos filhos que estudar não dá futuro, basta saber falar três palavras, pegar um fundo musical, e criar um funk. PRONTO! VOCÊ SERÁ UMA PESSOA DE SUCESSO E PODRE DE RICA!
É... Triste realidade. Eu queria muito acreditar que eu que sou chato mesmo, que fica renegando tudo que é novo e tudo o mais. Só que aí eu paro pra observar e vejo que não sou chato, é tudo que tá uma porcaria mesmo. 
Sou fã de frases inteligentes, e uma vez navegando no Twitter me deparo com essa: "Eu vejo nossa geração de adolescentes hoje em dia e percebo: DARWIN errou". Esqueci o autor, se alguém lembrar, avisa que eu coloco o nome dele, quero que ele saiba também que já tem meu começo de admiração. É isso mesmo, estamos regredindo, basta ver isso:
Essa é o trecho de uma música de uma banda de forró contemporânea chamada "Aviões do Forró" que faz um sucesso espantoso... E trágico.

"Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô"

Agora vejamos um trecho da música "Índios" de "Legião Urbana" que mais parece ser de outra dimensão, de outro tempo, de um passado extremamente distante:

"Quem me dera
Ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado
Por ser inocente.
Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho
Entenda!"
Uma diferença notável e explícita, que revela o rumo da inexpressão que a nossa música vem levando. Percebam que nossos jovens estão alimentando cada vez mais essa cultura vazia, que nada diz, não passa mensagem alguma...
Minha modestíssima (e não importante) opinião se resume a um pedido, desculpem se ofendi:
"Para você que gosta desse tipo de música, olhe dentro da sua mente e veja o tipo de pessoa medíocre que você é. Agora trate de mudar."